
Maio é mês de Missões em nossa Igreja. Portanto, mês de reflexão e desafio.
Como escrevi no folder de divulgação do Congresso: “A participação de uma comunidade local na obra missionária mundial fundamenta-se em três razões básicas: a primeira é vocacional; a segunda, funcional; e a terceira, existencial.
A igreja local deve comprometer-se com a obra missionária porque está chamada a pregar o evangelho a toda criatura, em todas as nações. Seu atendimento a este chamado não é questão de opção, mas de obediência. Jesus ordenou que fôssemos por toda parte e pregássemos a todas as pessoas, culturas e etnias. Não nos perguntou sobre nossa disponibilidade, vontade ou concordância; simplesmente comissionou-nos para sermos agentes de seu Reino e proclamadores do Evangelho.
A igreja local deve assumir a obra missionária mundial porque esta é a única forma de garantir que todos ouçam a mensagem da salvação e sejam por ela transformados. A vida sem Cristo não é apenas uma limitação ou uma tristeza; é uma condenação. Sem uma confissão de fé, pessoas de todas as partes continuarão morrendo sem Deus e sem esperança. E uma coisa é rejeitar a oferta da graça; outra é jamais ter qualquer conhecimento dela. O cristão não pode furtar-se de sua responsabilidade. Todo cristão é um missionário ou é um impostor (Spurgeon).
Finalmente, ainda que não esgotemos a questão, a igreja local deve participar efetivamente da obra missionária mundial porque não encontrará legitimidade para existir sem essa participação. Em outras palavras: qual a importância de uma comunidade cristã existir entre outras comunidades cristãs? Acaso seu desaparecimento constituiria prejuízo para a manutenção da vida cristã de seus adeptos? Não se movimentariam rapidamente, integrando-se em outra comunidade? Mas quando uma Igreja local participa da obra missionária mundial, sua legitimidade está garantida. Se desaparecer, desaparecem as únicas alternativas de todo um povo ou nação. Deus não o permitirá.
Isso não significa que a Igreja não tenha relevância ou missão locais. Significa que, independentemente de sua estrutura ou história, deve fixar seus olhos tanto cá quanto lá. Fazer missões locais e mundiais. Não pode ser de outro modo.
Assim, com estas convicções e nesse mesmo Espírito, chegamos a mais um Congresso de Missões, o 21º de nossa trajetória como Igreja local. Estamos felizes por mais essa oportunidade de refletir sobre nosso papel no mundo e despertar vocações para o cumprimento da Grande Comissão. E este ano com uma novidade: um trabalho todo especial voltado para líderes de células ou grupos pequenos, os quais são peças-chave na obra missionária para esta e as próximas gerações.
Que Deus nos abençoe e nos capacite a servir em Seu Reino”.